Seus olhos doces, encontraram os meus que mais pareciam duas águas de nascentes sujas de rio . Havia um peso em mim , em toda extremidade da minha alma me tomavam arrepios de pavor . Afagou minha mão, era tão leve aquele toque e de algum modo ela não parecia fazer parte de tudo aquilo. Era serena teria a vida inteira pela frente, e eu sentia o cheiro da terra me açoitar como se estivesse a cada minuto mais enterrada. – Estou morrendo . Tais palavras me tomaram de um solavanco e então o mundo parou, o relógio se sentiu tímido o bastante para cantar com seu tintilar. As palavras pareciam fluir de dentro de mim e cheiravam a coroas, coroas de rosas. Brancas , azuis , vermelhas não importava a cor.Estava sendo tomada por aquela sensação quase sublime de não sentir nada . Suas mãos ficaram um tanto mais moles e seu olho preguiçoso começou a fechar, a pouca vida que eu ainda tinha estava me abandonando tão depressa, e eu não me sentia só, eu apenas não sentia ninguém dentro de mim naquele momento . Eu perdi a minha alma, no momento em que lhe vi perder a vida . (M.n*)
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